sábado, 25 de junho de 2011

Redes Sociais, aliadas ou inimigas?



Em uma situação de crise as redes sociais podem figurar tão o papel de aliadas quanto o de inimigas de uma organização.
“Atualmente, 72% dos 2 bilhões de internautas do mundo participam de alguma rede social, segundo a empresa de pesquisas comScore. O Facebook é a que mais cresce. A rede de Zuckerberg  tem 596 milhões de usuários ativos, aqueles que retornam em menos de 30 dias, mostra o site Social Bakers, especializado em estatística do Facebook. Esses internautas compartilham mensalmente 30 bilhões de notícias, fotos, links e outros tipos de conteúdo. Instalam por dia 20 milhões de aplicativos, criados por uma gigantesca massa de 2,5 milhões de desenvolvedores em mais de 190 países” (revista Info, fevereiro de 2011, p.26).
É indispensável para qualquer organização utilizar todos os recursos disponíveis para minimizar os efeitos nocivos de uma crise, ou seja, adequar os meios aos fins. Sendo assim, as redes sociais podem ser grandes aliadas para neutralizar as conseqüências da crise, e até mesmo melhorar a imagem da empresa perante a opinião pública.
Por outro lado, subestimar o poder das redes sociais no que se refere a comunicação em massa pode ser um erro fatal que possivelmente ensejará centenas de boatos, informações falsas e desencontradas.
Vale ressaltar que cada caso é um caso, e que para cada crise existem diversos públicos e meios diferente de comunicar. 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Você está preparado para uma crise? Faça o teste!


1.       O que fazer perante uma crise?
a)      Mostrar transparência, comunicar a imprensa (quando for o caso) e ao público interno o ocorrido e demonstra que a situação está sob controle.
b)      Esconder a crise o máximo de tempo possível visando contornar a mesma sem que ninguém saiba.
c)       Mentir sobre a crise e negar qualquer relação com ela.
d)      Comunicar a crise mas eximir a empresa de qualquer responsabilidade.

2.       O que fazer para prevenir a crise?
a)      Não como se prevenir, visto que a crise é algo inesperado.
b)      Criar um comitê responsável por estudar tendências, possibilidades e analisar variáveis que levaria a uma crise.
c)       Deixar um profissional com notória capacidade intuitiva, responsável por analisar o ambiente e tomar as decisões que melhor lhe parecer, baseado em seu sexto sentido.

3.       No caso de uma crise interna o que fazer?
a)      Comunicar a crise ao público em geral.
b)      Comunicar a crise ao público externo.
c)       Comunicar a crise ao público interno e ameaçar com demissão caso algum funcionário vaze a informação.
d)      Comunicar ao público interno, assumir a responsabilidade, quando for o caso, e tomar as providências cabíveis para solucionar o problema.

4.       Quais os tipos de público(s) que deve(m) ser informados nos vários tipos de crise?
a)      Não se pode comunicar uma crise.
b)      Não há um público para comunicar uma crise.
c)       Público externo apenas.
d)      Público interno e externo.

5.       Como uma crise pode prejudicar uma empresa? 
a)      Não prejudica de nenhuma forma.
b)      Prejudica apenas os rendimentos da empresa.
c)       Prejudica a imagem da organização
d)      Prejudica a relação da organização com o seu público externo e interno incluindo investidores fornecedores acarretando danos a imagem e aos rendimentos da empresa.

6.       No que concerne aos porta-vozes.
a)      Devem estar preparados e habituados a lidar com uma situação de crise.
b)      Não precisam de treinamento prático. O treinamento teórico, baseados em literaturas, palestras e cursos é suficiente.
c)       A única maneira de preparar um porta-voz para uma crise é na prática, durante a crise.

7.       No que se refere aos danos causados por uma crise.
a) Podem ser minimizados.
b) Não podem ser minimizados.
c) Não há o que fazer.

 8.    Qual o sentimento deve predominar em um momento de crise?
a) Medo.
b) Insegurança.
c) Agressividade.
d) Calma.

 9.    Em sua opinião uma crise pode gerar outra crise?
a) Sim
b) Não

 10.  Uma crise em uma empresa pode gerar uma crise em um país?
a) Sim
b) Não



RESPOSTAS:
1
A
2
B
3
D
4
D
5
D
6
A
7
A
8
D
9
A
10
A


FEEDBACK
100% - Parabéns você é um profissional antenado e está pronto para lidar como uma crise em sua empresa.
90% a 60%- Você é um profissional que possui alguns conhecimentos sobre o que fazer em um momento de crise. Mas suas atitudes são ainda intuitivas, é preciso embasar a sua opinião, também, em dados, pesquisas e estudos. Pois aliando essas características você será um profissional indispensável a qualquer organização.
Abaixo de 60%- Você precisa agregar mais conhecimento sobre o assunto. Porque uma organização seja ela de pequeno, médio ou grande porte está constantemente assumindo riscos, logo, sujeitando-se a possíveis crises, sendo assim você deve estar pronto para enfrentar uma situação como essa. 


Referência bibliográfica:
ROSA, MÁRIO- A era do escândalo- São Paulo:Geração Editorial, 2003.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A comunicação de crise durante as demissões


Em algumas crises as empresas passam por momentos difíceis que requer a diminuição do seu quadro de funcionários. A maneira como as empresas comunicam suas demissões reflete seus valores.

Esses são alguns guias de comunicação de demissões:

·         Notificações regulares sobre a condição da empresa são importantes para que eventuais cortes de funcionários não os peguem desprevenidos, evitando choques de informação.
·         Enumere todos os passos de um anúncio de demissão, comunicando os supervisores primeiro para que eles dêem suporte aos funcionários.
·         Os empregados devem ouvir a notificação individualmente, se possível através de um gerente ou executivo que use de sua sensibilidade para se expressar.
·         Demonstre aos funcionários como a companhia vai assisti-los nesse momento, colocando os benefícios por escrito.
·         Comunique aos públicos da empresa, antes de comunicar  a mídia evitando inconsistências de informações que manchem a credibilidade.
A comunicação deve ser a melhor possível para que as ações sejam vistas como honradas e de boas intenções.


Fonte: Newsletter Crisis Manager

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Investir em comunicação em tempos de crise faz parte do caminho para a sustentabilidade



Diante de uma crise financeira global, redução de investimentos cortes de custos se torna algo inevitável. Porém em pontos cruciais como o compromisso sócio-ambiental das empresas, sobretudo aquelas beneficiadas pela larga utilização de recursos naturais visando o aumento da produção tendo como conseqüência a elevação do consumo e do lucro, neste tipo de cenário, as empresas devem focalizar as suas atividades para o desenvolvimento sustentável.

No momento de crise financeira a empresa deve manter atualizado o diálogo com todos os públicos – interno e externo – o que caracteriza uma atitude socialmente responsável, tendo questionável a redução de investimentos em ações de comunicação, justamente quando informações confiáveis são imprescindíveis.

Uma boa comunicação integra equipes, processos, abrindo caminho para levar as organizações à sustentabilidade, reafirmando os compromissos firmados com sua responsabilidade socioambiental.

A ausência de propaganda, por exemplo, aqui compreendida apenas como esforço de comunicação das campanhas publicitárias, poderia subentender perante a sociedade que a empresa vem sucumbido diante da crise, fazendo com que empresa tenha claro em seu planejamento estratégico em quais canais continuarão a manter a comunicação com seu público, pois reduzir investimento em publicidade, é um risco à imagem e à marca da empresa, que estará também cortando um relacionamento que levou anos para ser construído.

Diante disso, a crise pede inovação em serviços e produtos ou mesmo em processos e relacionamentos, investir em pesquisas para apoiar o trabalho das equipes que inovam.

Capacitar as equipes será um diferencial para as empresas socialmente responsáveis que desejam trilhar o caminho da sustentabilidade. Sendo necessária uma comunicação clara, focalizada em diferentes públicos alinhada a um planejamento adequado e orientado para o futuro.

Fonte: Mundo do marketing. Luiz Santiago

domingo, 12 de junho de 2011

Crise tem remédio: transparência


Crise é crise e, dependendo de sua origem, há muito pouco a fazer quando a organização não consegue pensar além do problema que a ocasionou. Se os resultados são desfavoráveis; se houve um acidente com vítimas ou que impactou o meio ambiente; se é necessário um rearranjo organizacional, com demissões em número significativo, não há outra saída a não ser partir do fato real e buscar uma oportunidade para mais um bom relacionamento.
Todos devem ter consciência desse fato, e a pior coisa a fazer é gastar tempo e esforços tentando evitar que a notícia venha à tona. (BUENO)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Carta comercial na comunicação empresarial

Segundo Pinto (2007) a carta comercial não é apenas um veículo de comunicação. A carta comercial é uma correspondência empresarial que visa o fechamento de negócios e por isso precisa convencer o receptor (Medeiros apud Pinto, 2007). Ainda assim, é notório que é necessário a organização elaborar um texto em que transpareça uma imagem positiva.
Há o entendimento de que a correspondência deve ter linguagem inteligível, simples sem palavras rebuscadas valendo-se pela clareza no contexto de agilidade que o mundo dos negócios exige.

“… a correspondência deve ser redigida em linguagem atual, simples e espontânea, despida de artifícios inúteis e de palavras ocas e inexpressivas. Ao mesmo tempo, a serviço de uma redação clara e simples, deve estar uma apresentação impecável, que leve em conta a funcionalidade que impera no mundo dos negócios e que possa preparar o espírito do destinatário a receber com disposição favorável a mensagem que lhe é enviada. (KASPARY apud Pinto, 1994, p. 10)

A carta comercial tem um teor de documento e por isso deve estar adequada ao contexto da negociação proposta e deve ser prática pois funciona como um cartão de visitas que se mostra com relevância e com impacto no contexto das relações de negócio. 




PALMA, Jourês R. Jornalismo Empresarial. Porto Alegre: Sulina/ARI, 1983

VIANA, Francisco. Comunicação empresarial de A a Z. São Paulo: Editora CLA, 2004


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Comunicação estratégica ganha importância na crise



Dado o momento de uma crise, muitas empresas tiveram que realizar cortes nos seus orçamentos e a área de comunicação normalmente também é atingida, se não for a primeira, uma vez que muitos gestores consideram-na supérflua. Porém, se é importante diminuir os custos, também é necessário investir numa comunicação estratégica para que se possa ouvir e falar com todos os públicos com que se tenha relação, da maneira correta, diminuindo as perdas e aproveitando o momento para se fortalecer.

Segundo a ABERJE (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial)  nesse cenário de crise, a comunicação corporativa se torna importante para que a empresa possa compreender a fundo o campo de atuação da organização, monitorando a concorrência e os públicos que interferem em seus negócios. Isso possibilita alinhar o posicionamento, as decisões e as ações que serão tomadas em meio a um futuro incerto, permitindo que se construa uma reputação com bases sólidas, para que se possa ganhar a preferência dos clientes.

A ABERJE recomenda aos profissionais que atuam na área, que assumam  um papel estratégico, implementando projetos que incluam:

Mapeamento dos públicos, com uma comunicação dirigida para cada um deles
Posicionamento da comunicação da organização;
Determinação de metas a serem alcançadas e ações para que se possa chegar aos resultados;
Análise dos cenários internos e externos;
Avaliação de resultados.

Um dos grandes desafios das organizações é melhorar a comunicação entre todos os públicos e, para tanto, é necessário identificar três mecanismos que podem empobrecer as relações interpessoais prejudicando a comunicação dentro da organização. São eles: eliminação; distorção e generalização, segundo afirmou o coach executivo e de equipes Carlos Cruz.

A eliminação ocorre quando parte da informação transmitida é emitida, enquanto a distorção acontece quando se entende a mensagem de forma equivocada e a generalização, por sua vez, acontece quando ao tomar conhecimento de fato, tenta-se generalizar seus efeitos para outro contexto.

Para superar esses desafios é preciso ter conhecimento que eles existem, assumir o controle do processo de comunicação e utilizar técnicas para checar se a informação que está circulando na empresa é verdadeira ou simples telefone sem fio.