quarta-feira, 22 de junho de 2011

Investir em comunicação em tempos de crise faz parte do caminho para a sustentabilidade



Diante de uma crise financeira global, redução de investimentos cortes de custos se torna algo inevitável. Porém em pontos cruciais como o compromisso sócio-ambiental das empresas, sobretudo aquelas beneficiadas pela larga utilização de recursos naturais visando o aumento da produção tendo como conseqüência a elevação do consumo e do lucro, neste tipo de cenário, as empresas devem focalizar as suas atividades para o desenvolvimento sustentável.

No momento de crise financeira a empresa deve manter atualizado o diálogo com todos os públicos – interno e externo – o que caracteriza uma atitude socialmente responsável, tendo questionável a redução de investimentos em ações de comunicação, justamente quando informações confiáveis são imprescindíveis.

Uma boa comunicação integra equipes, processos, abrindo caminho para levar as organizações à sustentabilidade, reafirmando os compromissos firmados com sua responsabilidade socioambiental.

A ausência de propaganda, por exemplo, aqui compreendida apenas como esforço de comunicação das campanhas publicitárias, poderia subentender perante a sociedade que a empresa vem sucumbido diante da crise, fazendo com que empresa tenha claro em seu planejamento estratégico em quais canais continuarão a manter a comunicação com seu público, pois reduzir investimento em publicidade, é um risco à imagem e à marca da empresa, que estará também cortando um relacionamento que levou anos para ser construído.

Diante disso, a crise pede inovação em serviços e produtos ou mesmo em processos e relacionamentos, investir em pesquisas para apoiar o trabalho das equipes que inovam.

Capacitar as equipes será um diferencial para as empresas socialmente responsáveis que desejam trilhar o caminho da sustentabilidade. Sendo necessária uma comunicação clara, focalizada em diferentes públicos alinhada a um planejamento adequado e orientado para o futuro.

Fonte: Mundo do marketing. Luiz Santiago

domingo, 12 de junho de 2011

Crise tem remédio: transparência


Crise é crise e, dependendo de sua origem, há muito pouco a fazer quando a organização não consegue pensar além do problema que a ocasionou. Se os resultados são desfavoráveis; se houve um acidente com vítimas ou que impactou o meio ambiente; se é necessário um rearranjo organizacional, com demissões em número significativo, não há outra saída a não ser partir do fato real e buscar uma oportunidade para mais um bom relacionamento.
Todos devem ter consciência desse fato, e a pior coisa a fazer é gastar tempo e esforços tentando evitar que a notícia venha à tona. (BUENO)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Carta comercial na comunicação empresarial

Segundo Pinto (2007) a carta comercial não é apenas um veículo de comunicação. A carta comercial é uma correspondência empresarial que visa o fechamento de negócios e por isso precisa convencer o receptor (Medeiros apud Pinto, 2007). Ainda assim, é notório que é necessário a organização elaborar um texto em que transpareça uma imagem positiva.
Há o entendimento de que a correspondência deve ter linguagem inteligível, simples sem palavras rebuscadas valendo-se pela clareza no contexto de agilidade que o mundo dos negócios exige.

“… a correspondência deve ser redigida em linguagem atual, simples e espontânea, despida de artifícios inúteis e de palavras ocas e inexpressivas. Ao mesmo tempo, a serviço de uma redação clara e simples, deve estar uma apresentação impecável, que leve em conta a funcionalidade que impera no mundo dos negócios e que possa preparar o espírito do destinatário a receber com disposição favorável a mensagem que lhe é enviada. (KASPARY apud Pinto, 1994, p. 10)

A carta comercial tem um teor de documento e por isso deve estar adequada ao contexto da negociação proposta e deve ser prática pois funciona como um cartão de visitas que se mostra com relevância e com impacto no contexto das relações de negócio. 




PALMA, Jourês R. Jornalismo Empresarial. Porto Alegre: Sulina/ARI, 1983

VIANA, Francisco. Comunicação empresarial de A a Z. São Paulo: Editora CLA, 2004


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Comunicação estratégica ganha importância na crise



Dado o momento de uma crise, muitas empresas tiveram que realizar cortes nos seus orçamentos e a área de comunicação normalmente também é atingida, se não for a primeira, uma vez que muitos gestores consideram-na supérflua. Porém, se é importante diminuir os custos, também é necessário investir numa comunicação estratégica para que se possa ouvir e falar com todos os públicos com que se tenha relação, da maneira correta, diminuindo as perdas e aproveitando o momento para se fortalecer.

Segundo a ABERJE (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial)  nesse cenário de crise, a comunicação corporativa se torna importante para que a empresa possa compreender a fundo o campo de atuação da organização, monitorando a concorrência e os públicos que interferem em seus negócios. Isso possibilita alinhar o posicionamento, as decisões e as ações que serão tomadas em meio a um futuro incerto, permitindo que se construa uma reputação com bases sólidas, para que se possa ganhar a preferência dos clientes.

A ABERJE recomenda aos profissionais que atuam na área, que assumam  um papel estratégico, implementando projetos que incluam:

Mapeamento dos públicos, com uma comunicação dirigida para cada um deles
Posicionamento da comunicação da organização;
Determinação de metas a serem alcançadas e ações para que se possa chegar aos resultados;
Análise dos cenários internos e externos;
Avaliação de resultados.

Um dos grandes desafios das organizações é melhorar a comunicação entre todos os públicos e, para tanto, é necessário identificar três mecanismos que podem empobrecer as relações interpessoais prejudicando a comunicação dentro da organização. São eles: eliminação; distorção e generalização, segundo afirmou o coach executivo e de equipes Carlos Cruz.

A eliminação ocorre quando parte da informação transmitida é emitida, enquanto a distorção acontece quando se entende a mensagem de forma equivocada e a generalização, por sua vez, acontece quando ao tomar conhecimento de fato, tenta-se generalizar seus efeitos para outro contexto.

Para superar esses desafios é preciso ter conhecimento que eles existem, assumir o controle do processo de comunicação e utilizar técnicas para checar se a informação que está circulando na empresa é verdadeira ou simples telefone sem fio.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Papel da redação empresarial na comunicação de crise


Comunicar-se bem durante uma situação de crise assim como na sua prevenção é de extrema importância, através da elaboração de um plano de comunicação. Para tanto uma redação empresarial faz-se necessária pois quando se fala de comunicação de crise fala-se na elaboração de informações a serem produzidas diariamente, para uma diversidade de destinatários: acionistas, empresas coligadas, prestadoras de serviço público interno e externo.
Uma boa redação empresarial implica na busca da uniformidade dos textos que devem permitir uma única interpretação, portanto, a palavra utilizada deve ser capaz de informar com o máximo de precisão e objetividade, sendo simples o menos rebuscado possível sem o uso de neologismo, clichês e lugares comuns, sendo importante para que a empresa obtenha um bom resultado numa comunicação de crise.

Fonte: www.conteúdo.org/português/como-fazer-redacao-empresarial.

domingo, 29 de maio de 2011

Como avaliar o desempenho da comunicação nas crises

Entre as questões que preocupam os executivos e gestores de comunicação é como avaliar o desempenho da comunicação durante as crises. As crises expõem as organizações perante a opinião pública levando a perda de credibilidade ou outros danos à reputação. Dessa forma, como avaliar a performance da organização num evento de crise?

O especialista em gestão de crise, Jonathan Bernstein, através de cinco princípios da comunicação na crise, convencionados por ele, desenvolveu "um método rápido e fácil" que pode ser usado por qualquer organização ou pessoa para avaliar o desempenho numa situação de crise e os padrões que eles devem medir antes de prosseguir numa resposta à crise.

A efetiva comunicação de crise é:

Imediata:
Neutralizar rumores. A primeira hora faz toda a diferença;

Compreensível, sentimental, misericordiosa:
Leva em conta os sentimentos dos impactados. Trata-se de uma variável subjetiva.

Honesta:
A verdade é melhor que a omissão. Embora haja uma descrença comum de que nem tudo que ocorre é oficialmente relatado, é preciso se pautar nesse princípio mesmo que represente riscos.

Informativa:
A informação é necessária. As mensagens devem ter os mesmos fundamentos de informação utilizados para explicar a crise embora seja adaptada de acordo com os seus diversos públicos.

Interativa:
Nunca deixar sem respostas. Estabelecer um canal para contato.

A avaliação do desempenho pode ser feita através de uma escala que se atribui de A ( a melhor nota) a F (a pior) para cada um dos ítens citados acima observando as seguintes condições:

Resposta inicial x Depois de duas semanas.

Bernstein porém deixa claro que se trata de uma perspectiva subjetiva na avaliação da comunicação, não se tratando de uma resposta operacional.

Fonte: http://bernsteincrisismanagement.blogspot.com/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Com quem falar em momento de crise.


              Todo comunicador tem a plena consciência, que em qualquer processo de comunicação, o ato de comunicar baseia-se em como o receptor decodifica a mensagem. Nesse caso, o objetivo precípuo da comunicação é informar o ocorrido a públicos diversos, exigindo do comunicador a habilidade precisa de adaptar-se ao tipo de público (comunicação não é o que eu falo é o que o outro entende).
Em uma situação de crise o público alvo varia de acordo com o seguimento no qual a empresa estar inserida, em geral são comuns, independente do campo de atuação da empresa, o público interno, externo e ainda o público misto.
O público interno é uma denominação dada a um conjunto de indivíduos que mantém alguma espécie de vínculo institucional como empresa ou organização como, por exemplo, diretores, funcionários e familiares destes, eles estão diretamente ligados ao bem-estar da instituição.
O público externo inclui os consumidores dos produtos e serviços oferecidos pela empresa e ainda a imprensa, considerada como um público externo intermediário, visto que, encontra-se na posição de intermediadora entre a organização e a sociedade.Há ainda, o público misto que é composto por fornecedores e pela comunidade localizada ao redor da instituição.Dessa forma fica clara a necessidade de identificar o receptor e adequar a mensagem ao mesmo.
A falta de comunicação em um momento de crise pode acarreta sérios danos a imagens da empresa, a muito tempo ouso a minha vó dizer: Quem cala consente.Danos a imagem de instituição provoca a perca de credibilidade e confiança perante a opinião pública, com prejuízo dobrado para as prestadoras de serviço já que um dos pilares que sustenta a sua atuação é a relação de confiança com o público consumidor . A comunicação da crise deve ser imediata evitando assim boatos, interpretações errôneas sobre o fato ocorrido e informações soltas e desencontradas gerando histórias sem pé nem cabeça.
Cabe ao porta-voz passar em sua mensagem clara, com segurança (mostrar que a empresa tem o controle da situação, isso evitará pânico) e que deixe transparecer ao público a pretensão da empresa em restabelecer a normalidade o mais rápido possível.